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domingo, 6 de abril de 2025
segunda-feira, 31 de março de 2025
NARRADOR
O narrador é uma entidade fictícia a quem cabe o papel de contar a ação. É o sujeito de enunciação que apresenta a diegese, contando-a sob o seu ponto de vista.
Narrador heterodiegético- não toma parte nos acontecimentos nem interfere na história, limitando-se a narrar os acontecimentos.
Narrador homodiegético- narra os acontecimentos e tem o papel de personagem secundária.
Narrador autodiegético- narra os acontecimentos e assume o papel de personagem principal.
Ao contar a história, o narrador contempla as personagens e traça a sua análise, podendo apresentar um conjunto importante de dados sobre elas e sobre os acontecimentos:
Quanto à ciência, se conhece tudo o que diz respeito às personagens e aos acontecimentos é narrador omnisciente;
Se adota o ponto de vista de uma personagem considera-se focalização interna;
Se conhece apenas o exterior da personagem e da ação, como se a sua visão fosse "de fora", diz-se focalização externa.
A posição do narrador é objetiva, quando se limita a contar os acontecimentos sem deixar que os seus sentimentos ou emoções transpareçam no seu decurso;
A posição do narrador é subjetiva se, na apresentação dos factos, há, claramente, uma posição emocional e sentimental do narrador.
terça-feira, 18 de fevereiro de 2025
domingo, 16 de fevereiro de 2025
quarta-feira, 9 de março de 2022
Aspetos Realistas na Novela
- A denúncia da corrupção do Clero e da vida conventual exposta nas intervenções maldizentes e críticas das freiras.
- A corrupção da justiça pela sua parcialidade e por estar ao serviço dos interesses daqueles que a podem manipular.
- A decadência da nobreza, dos convencionalismos sociais e familiares sem sentido.
- A personagem João da Cruz, porque é a mais autêntica da novela, a que denuncia e critica a sociedade do seu tempo.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2019
terça-feira, 22 de janeiro de 2019
Discurso Epistolar e Prosa Poética
1.ª carta: comunicação da hipótese de Teresa vir a ser encerrada no convento; promessa de fidelidade.
2.ª carta: informação de que Teresa já sabe o que se passou com os criados de Baltasar (emboscada); pedido de confiança nela.
3.ª carta: relata a sua entrada no convento, mostra-se firme e faz um apelo ao amor de Simão.
4.ª carta: apelo à fidelidade do amor e à fuga do convento.
5.ª carta: pede a Simão que vá para Coimbra e desabafa sobre a corrupção que reina no convento.
6.ª carta: pede a Simão que não vá para Coimbra, com receio de ser transferida para outro convento mais rigoroso.
7.ª carta: escreve esta carta como se fosse à última da sua vida, comunica o desejo de matar Baltasar e despede-se de Teresa.
8.ª carta: informa que está à par dos acontecimentos, fala da morte como o fim terreno mas também como a possibilidade de se encontrarem no Céu.
9.ª carta: Simão informa Teresa de que há possibilidade de salvação, pois não vai ser enforcado. Alude ao destino que os une e pede-lhe para não morrer.
10.ª carta: monólogo em que Simão se auto-analisa. Aumenta a qualidade da prosa poética.
11.ª carta: Teresa pede a Simão que aceite os dez anos de cadeia.
12.ª carta: Simão informa Teresa de que aceita o degredo.
13.ª carta: Teresa informa Simão de que vai morrer e pede-lhe perdão. Despede- se dele até ao Céu.
14.ª carta: escrita nos últimos momentos da vida, Teresa recorda os projetos passados. Alude ao fatal destino e confessa que já o vê no Céu.
As cartas cumprem as funções seguintes:
-Servir de elo entre os dois amorosos;
-Informar o destinatário sobre os acontecimentos;
-Comunicar decisões tomadas;
-Persuadir o destinatário a adotar determinadas atitudes;
-Autojustificar os atos do destinador;
-Exprimir sentimentos.
domingo, 20 de janeiro de 2019
domingo, 18 de novembro de 2018
Características do Romantismo
Seis grandes do Romantismo Inglês:
William Blake (1757-1827)
William Wordsworth (1770-1850)
Samuel Taylor Coleridge (1772-1834)
Lord Byron (1788-1824)
Percy B. Shelley (1792-1822)
John Keats (1795-1821)
Os 3 primeiros nomes pertencem à chamada primeira geração, enquanto que os 3 últimos fazem parte da segunda geração.
Grandes românticos franceses e alemães
Victor Hugo
Alexandre Dumas Goethe
Compositores românticos
Gustav Mahler - 1860/1911
Geuseppe Verdi - 1813/1901
Sergei V. Rachmaninov - 1873/1943
Louis Hector Berlioz - 1803/1869
F. Schubert 1797 - 1828
F. Mendelssohn 1809 - 1847
F. Chopin 1810 - 1849
R. Schumann 1810 - 1856
F.Liszt 1811 - 1886
R. Wagner 1813 - 1883
J. Brahms 1838 - 1897
Tchaikovsky 1840 - 1893
Origens do movimento romântico em Portugal
Em Portugal, o Romantismo está diretamente ligado às lutas liberais, porque os escritores românticos mais representativos deste movimento estético – Almeida Garrett e Alexandre Herculano – foram combatentes liberais. Qualquer destes escritores foi exilado político na altura das lutas liberais, tendo vivido em França e Inglaterra. Ao regressarem, trouxeram consigo os ideais deste novo movimento estético-literário que introduziram em Portugal.
Assim, é o poema Camões de Garrett, publicado em Paris em 1825, que assinala o início do Romantismo em Portugal.
Características do Romantismo
1. O individualismo – O “eu” é o valor máximo para os românticos. Por isso, o romântico afirma o culto da personalidade (egocentrismo), da expressão espontânea de sentimentos, do confessionalismo e a subjectividade.
2. O idealismo – O romântico aspira ao infinito e a um ideal que nunca é atingido. Por isso, valoriza o devaneio e o sonho.
3. A inadaptação social – Por isso, mantêm uma atitude de constante desprezo e rebeldia face à realidade e às normas estabelecidas, considerando-se inadaptado e vítima do destino.
4. Privilegia a liberdade como um valor máximo – Contrariamente ao classicismo que cultiva a razão, o romântico cultiva o sentimento e a liberdade, daí a expressão “Viva a liberdade!”.
5. A atracção pela melancolia, pela solidão e pela morte como solução para todos os males.
6. A sacralização do amor – O amor é um sentimento vivido de forma absoluta, exagerada e contraditória, precisamente por ser um ideal inatingível. A mulher ou é um ser angelical bom (mulher-anjo, que leva à salvação), ou é um ser angelical mau (mulher-demónio, que leva à perdição).
7. O “mal du siède” ou o “spleen” – É o pessimismo, o cansaço doentio e melancólico, a solidão, uma espécie de desespero de viver, resultante da posição idealista que mantém perante a vida. Por isso, o romântico é sempre um ser incompreendido que cultiva o sofrimento e a solidão.
8. O gosto pela natureza noturna – Para os românticos, a natureza é a projecção do seu estado de alma, em geral tumultuoso e depressivo. Assim, esta é representada de forma invernosa, sombria, agreste, solitária e melancólica (“locus horrendus”), contrariamente ao “locus amoenus” dos clássicos, que é uma natureza luminosa, harmoniosa e primaveril. Esta natureza nocturna traduz a atracção que o romântico tem pela própria morte.
segunda-feira, 27 de novembro de 2017
Amor de Perdição
Marcado pela transcendência, esse amor trará consigo sempre um equivalente de sofrimento e de infelicidade: ou porque a paixão choca frontalmente com as necessidades do mundo social, ou porque significa, em última análise um desejo de recuperar o paraíso na terra.
As personagens desfilam como “mártires do amor” que, no sofrimento, encontram a razão de ser e o sentido mais profundo da sua vida.
A obra acabou por se tornar uma espécie de Romeu e Julieta lusitano. Tem o traço shakespeareano onde as nobres famílias Botelho e Albuquerque vêem o ódio mútuo ameaçado pelo amor entre Simão Botelho e Teresa Albuquerque.
Simão - o herói romântico, cujos erros passados são redimidos pelo amor .
Teresa - a heroína firme e resoluta no seu sentimento de devoção ao amado.
Mariana -, a mais romântica das personagens, tendo em vista a abnegação.
Todos representam a dimensão amorosa, o sentimento da paixão, ao qual se opõe o mundo exterior, a sociedade com sua hipocrisia.
A apresentação de Simão Botelho pelo narrador é essencialmente romântica: é feita de um modo a parecer real, verdadeira, e não ficcional. Os escritores românticos serviam-se de recursos como este presente em Amor de Perdição para que suas obras tivessem maior credibilidade, conquistassem a confiança do leitor.
Os elementos realistas de Amor de Perdição estão na crítica às instituições religiosas, os conventos, e no comportamento não-passional de alguns personagens secundários, como João da Cruz, É possível perceber estes elementos nas passagens da obra em que o narrador denuncia a corrupção do convento de Viveu e enfatiza a lealdade, o senso prático, a sensatez de João da Cruz, relativizando assim a passionalidade predominante no romance.
Esta obra caracteriza-se por um narrador omnisciente, isto é, um narrador que desvenda o universo interior dos personagens, sabendo mais do que eles próprios, o que lhes passa pela mente e pelo coração, na medida em que ele não só revela mas também comenta os sentimentos e comportamentos dos personagens, deixando claro o seu ponto de vista a favor dos que amam e contra os que impedem a realização do amor.
A estrutura de Amor de Perdição é resumida pelo narrador na introdução da obra da seguinte forma: “amou, perdeu-se e morreu amando”.
Introdução “amou” -Apresentação global do infortúnio de Simão Botelho – o degredo.
Desenvolvimento “perdeu-se”- • Amor de Simão e Teresa – correspondido, mas proibido. • Amor de Mariana por Simão – não correspondido. • Assassínio de Baltazar Coutinho. • Condenação de Simão ao degredo. • Ida de Teresa para o Convento. • Morte de Teresa.
Conclusão “morreu amando” • Morte de Simão. • Suicídio de Mariana.
Simão Botelho- A princípio mostra-se como um rebelde de temperamento incontrolável e cruel. Um grande perturbador e agitador da ordem pública e uma fonte interminável de desgostos para os seus pais. Modifica o seu comportamento de forma brusca quando começa a nutrir sentimentos pela jovem vizinha Tereza de Albuquerque. O amor transforma-o, redime-o, modifica-o, apresentando Simão a partir de então um caráter cheio de virtudes e um sentimento realmente puro e verdadeiro. Torna-se honesto, estudioso e responsável, pois deseja obter condições de sustento para viver com a amada. O único sentimento que Simão não perde apesar de toda a transformação é o sentimento de vingança que culmina com o assassinato de Baltazar Coutinho, primo de Tereza. A passionalidade de Simão também é recuperada a partir deste episódio na medida e que ele foge das tentativas de absolvição deste crime declarando-se sempre como culpado e demonstrando-se firme e obstinado. Simão é o estereótipo do típico herói romântico, pois é rebelde, insatisfeito, anseia por um amor absoluto que só poderá atingir depois da morte.
O herói romântico vive em conflito com a sociedade opressora, de modo que a sua atitude oscila entre um ser ora marginalizado, desregrado, ora dotado de virtudes, justamente como forma de rebelar-se contra tal realidade.
Tereza de Albuquerque é a protagonista feminina. Uma jovem de apenas quinzes anos que se apaixona de forma proibida pelo vizinho Simão Botelho. Tereza, aparentemente frágil, assim como o amado, sustenta uma personalidade de caráter firme e resoluto que enfrenta tudo e todos pelo seu sentimento. Atua de forma inflexível perante as sucessivas ameaças do seu pai, um homem cruel e autoritário. Ela não age diretamente como Simão (devido principalmente a condição subjugada a mulher de sua época), porém demonstra a mesma obstinação do amado, preferindo até mesmo o martírio, o enclausuramento e até a perda a vida do que ceder a vontade de um casamento forçado pelo seu pai. Age guiada somente pelo amor. Por estas e outras características, Tereza assume a posição de heroína romântica.
Mariana é a terceira peça principal desta história formando o triângulo amoroso mesmo que de forma não correspondida e indireta. É uma moça humilde, abnegada e triste, sendo considerada como a personagem mais romântica. Cuida de Simão com extremo devotamento quando este mais necessita, passando a nutrir um amor puro, mas sem esperanças, que tudo suporta e tudo perdoa até mesmo a paixão deste por Tereza. O seu amor é sublimado, dedicado, fazendo esta de tudo para ajudar o amado, tornando-se até mesmo cúmplice da sua paixão proibida, nunca rivalizando com Tereza. Quando Simão é preso, Mariana abandona o pai e passa a viver na sua companhia na prisão. A sua entrega culmina com seu suicídio quando se lança ao mar ao ver o corpo de Simão ser lançado. Ela é a própria personificação do espírito de sacrifício.
terça-feira, 4 de abril de 2017
Amores Impossíveis

domingo, 12 de março de 2017
Sugestões de Leitura
AUTORES PORTUGUESES
Camilo Castelo Branco
A Queda dum Anjo (1866)
O Retrato de Ricardina (1868)
A Filha do Regicida (1875)
Eusébio Macário (1879)
A Brasileira de Prazins (1882)
...
Júlio Dinis
Uma Família Inglesa (1868)
Os Fidalgos da Casa Mourisca
A Morgadinha dos Canaviais (1868)
As Pupilas do Senhor Reitor (1867)
Eça de Queirós
O Crime do Padre Amaro (1875)
O Primo Basílio (1878)
A relíquia (1887)
Os Maias (1888)
A cidade e as serras (1901, Póstumo)













