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segunda-feira, 4 de novembro de 2019


Auto e Heteroavaliação da Expressão Oral


CRITÉRIOS
pontos
A
Âmbito
Vocabulário pobre e insuficiente;
Frases soltas e curtas.
1
Vocabulário suficiente e médio;
Frases simples, mas razoavelmente articuladas.
2
Vocabulário rico e alargado;
Frases complexas, variadas e bem ligadas.
3

B
Correção
Pronúncia e entoação pouco claras e pouco naturais
1
Pronúncia e entoação claras e naturais, embora com algumas hesitações de articulação e dicção.
2
Pronúncia e entoação claras e naturais, sem hesitações.
3

C
Fluência
Demasiado rápido ou demasiado lento.
1
Um pouco rápido ou um pouco lento.
2
Ritmo adequado.
3

D
Desenvolvimento
Temático
Informação limitada e incompleta
Discurso repetitivo e lacunar.
1
Informação pertinente e progressão/estrutura coerente, embora com omissões.
2
Discurso coerente, bem estruturado e completo
3

E
Interação
Nervosismo / inexpressividade / Sem contactar visualmente com o auditório /Dependente de apontamentos
1
Algum nervosismo / Pouca expressividade / Com pouco contacto visual e pouco à-vontade/ Recorre algumas vezes aos apontamentos.
2
Postura natural e aberta, expressiva e adequada
Estabelecimento de contacto visual (sem se perder no discurso)
3
AVALIAÇÃO:

Ø De 14 a 15 pontos ( nível 5) Expressa-se bem oralmente, tem uma postura e apresentação corretas.
Ø De 11 a 13 pontos ( nível 4) Tem uma boa capacidade de expressão oral e consegue cativar o público presente, mas tem de aperfeiçoar alguns parâmetros.
Ø De 8 a 10 pontos ( nível 3) Expressa-se oralmente ainda com incorrecções, mas encontra-se no nível 2 em pelo menos 3 parâmetros.
Ø De 5 a 7 pontos ( nível 2) Expressa-se oralmente com muitas incorreções, em pelo menos 3 parâmetros.
Ø De 4 pontos ( nível 1)  Expressa-se oralmente com muitas incorreções em todos os parâmetros.




Expressão Oral: apresentação oral de trabalhos

Nº.
Nome
Observações
A
B
C
D
E
TOTAL
1








2








3








4








5








6








7








8








9








10








11








12








13








14








15








16








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segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Textos de Opinião

   

                                         Nem todos os jovens têm direito ao ensino


     Todo o Homem deveria ter os mesmos direitos, direitos esses que denominamos de direitos humanos. No entanto, nem sempre temos acesso a estes e, um exemplo disto, é o facto de nem todas crianças e jovens terem direito ao ensino.
     Em primeiro lugar, é nos países pouco desenvolvidos, maioritariamente, que as crianças e os jovens não têm acesso à educação. Exemplo disso, são os países africanos, onde as crianças e jovens não têm a oportunidade de frequentar uma escola. Também, na Síria, devido aos constantes conflitos existentes, provocando assim uma enorme instabilidade no país, as crianças deixem de ter acesso à educação.
     Em segundo lugar, consequentemente devido ao facto dos jovens não terem direito ao ensino, faz com que a sociedade estagne e, posteriormente, faz com que a população menos instruída não tenha uma voz ativa. Em África, por exemplo, estes não têm conhecimento dos seus direitos, como acesso a cuidados de saúde, direito ao voto e direito à escolaridade.
     Em suma, é principalmente nos países pouco desenvolvidos que ainda existem muitas crianças e jovens que não têm direito à instrução, e, como resultado os, países dificilmente conseguem evoluir.

Ema e Gabriel


                                         A Mulher é a Maior Vítima de Assédio

   Esta tese remete para a crença que as vítimas de assédio são, na sua maioria, mulheres.
   Por um lado, isto acontece devido a valores culturais. Vivemos numa sociedade predominantemente machista que julga ter o direito a objetificar a mulher. Por exemplo, desde pequeno, é dito ao homem que não chore, já que tal comportamento o fará parecer “uma menina”. Estamos, indiretamente, a associar um ato de fragilidade às mulheres. Isto leva os homens a crer que podem tomar partido da mulher, assumindo que esta não tem a resiliência necessária para se defender. Daí, dá-se origem a piropos e comentários ofensivos que, ao longo do tempo, se convertem em contacto físico não consentido.
   Por outro lado, as mulheres são constantemente vistas como submissas pelo homem, visto que, geralmente, apresentam uma menor força física. Este, mais uma série de fatores, dão-lhe confiança para as subjugar. Ao longo da História, foi atribuído à mulher o papel de “sexo frágil”, enquanto que, aos homens, foi designado o poder da decisão. Muitos aproveitam-se então desse estereótipo para assediarem física e psicologicamente, a mulher.
   Em suma, podemos concluir que, apesar de todo o alerta em torno da violência à mulher, as normas culturais e a perceção da fragilidade do sexo feminino ainda contribuem para o elevado número de mulheres vítimas de assédio.

Raquel e Oceana



sexta-feira, 24 de maio de 2019

Gramática

ORAÇÕES
1. Vou passear, contanto que não faça frio na rua.
2. Sempre que estudo, fico a saber mais.
3. Gosto tanto deste filme, que já o vi mais de vinte vezes.
4. Não obstante estar frio, vou sair.
5. Leva o casaco que faz frio.
6. A cidade que visitei nas férias situa-se na Ásia.

FUNÇÕES SINTÁTICAS
1. O caderno azul é meu.
2. O meu cão anda doente.
3. O dicionário de Inglês deu-me muito jeito.
4. Estou aqui/Moro aqui/ Falei contigo, aqui.
5. Os nossos amigos adoram-nos.
6. A turma considerou o delegado muito competente.


SOLUÇÕES

ORAÇÕES

1. oração subordinada adverbial condicional.
2. oração subordinada adverbial temporal.
3. oração subordinada adverbial consecutiva
4. oração subordinada adverbial concessiva.
5. oração subordinada adverbial causal.
6. oração subordinada adjetiva relativa restritiva.

FUNÇÕES SINTÁTICAS

1. modificador restritivo.
2. predicativo do sujeito.
3. complemento do nome / complemento indireto /  complemento direto.
4. predicativo do sujeito / complemento oblíquo / modificador.
5. complemento direto.
6. predicativo do complemento direto.

terça-feira, 23 de abril de 2019

domingo, 17 de março de 2019

CONTRARIEDADES


Eu hoje estou cruel, frenético, exigente;
Nem posso tolerar os livros mais bizarros.
Incrível! Já fumei três maços de cigarros
Consecutivamente.

Dói-me a cabeça. Abafo uns desesperos mudos:
Tanta depravação nos usos, nos costumes!
Amo, insensatamente, os ácidos, os gumes
E os ângulos agudos.

Sentei-me à secretária. Ali defronte mora
Uma infeliz, sem peito, os dois pulmões doentes;
Sofre de faltas de ar, morreram-lhe os parentes
E engoma para fora.

Pobre esqueleto branco entre as nevadas roupas!
Tão lívida! O doutor deixou-a. Mortifica.
Lidando sempre! E deve a conta na botica!
Mal ganha para sopas...

O obstáculo estimula, torna-nos perversos;
Agora sinto-me eu cheio de raivas frias,
Por causa de um jornal me rejeitar, há dias,
Um folhetim de versos.

Que mau humor! Rasguei uma epopeia morta
No fundo da gaveta. O que produz o estudo?
Mais duma redação, das que elogiam tudo,
Me tem fechado a porta.

A crítica segundo o método de Taine
Ignoram-na. Juntei numa fogueira imensa
Muitíssimos papéis inéditos. A imprensa
Vale um desdém solene.

Com raras exceções merece-me o epigrama.
Deu meia-noite; e em paz pela calçada abaixo,
Soluça um sol-e-dó. Chuvisca. O populacho
Diverte-se na lama.

Eu nunca dediquei poemas às fortunas,
Mas sim, por deferência, a amigos ou a artistas.
Independente! Só por isso os jornalistas
Me negam as colunas.

Receiam que o assinante ingênuo os abandone,
Se forem publicar tais coisas, tais autores.
Arte? Não lhes convêm, visto que os seus leitores
Deliram por Zaccone.

Um prosador qualquer desfruta fama honrosa,
Obtém dinheiro, arranja a sua coterie;
E a mim, não há questão que mais me contrarie
Do que escrever em prosa.

A adulação repugna aos sentimentos finos;
Eu raramente falo aos nossos literatos,
E apuro-me em lançar originais e exatos,
Os meus alexandrinos...

E a tísica? Fechada, e com o ferro aceso!
Ignora que a asfixia a combustão das brasas,
Não foge do estendal que lhe umedece as casas,
E fina-se ao desprezo!

Mantém-se a chá e pão! Antes entrar na cova.
Esvai-se; e todavia, à tarde, fracamente,
Oiço-a cantarolar uma canção plangente
Duma opereta nova!

Perfeitamente. Vou findar sem azedume.
Quem sabe se depois, eu rico e noutros climas,
Conseguirei reler essas antigas rimas,
Impressas em volume?

Nas letras eu conheço um campo de manobras;
Emprega-se a reclame, a intriga, o anúncio, a blague,
E esta poesia pede um editor que pague
Todas as minhas obras

E estou melhor; passou-me a cólera. E a vizinha?
A pobre engomadeira ir-se-á deitar sem ceia?
Vejo-lhe luz no quarto. Inda trabalha. É feia...
Que mundo! Coitadinha!


domingo, 10 de março de 2019

Deslumbramentos e De Tarde


Milady, é perigoso contemplá-la,
Quando passa aromática e normal,
Com seu tipo tão nobre e tão de sala,
Com seus gestos de neve e de metal.

Sem que nisso a desgoste ou desenfade,
Quantas vezes, seguindo-lhe as passadas,
Eu vejo-a, com real solenidade,
Ir impondo toilettes complicadas!...

Em si tudo me atrai como um tesouro:
O seu ar pensativo e senhoril,
A sua voz que tem um timbre de ouro
E o seu nevado e lúcido perfil!

Ah! Como me estonteia e me fascina...
E é, na graça distinta do seu porte,
Como a Moda supérflua e feminina,
E tão alta e serena como a Morte!...

Eu ontem encontrei-a, quando vinha,
Britânica, e fazendo-me assombrar;
Grande dama fatal, sempre sozinha,
E com firmeza e música no andar!

O seu olhar possui, num jogo ardente,
Um arcanjo e um demónio a iluminá-lo;
Como um florete, fere agudamente,
E afaga como o pêlo dum regalo!

Pois bem. Conserve o gelo por esposo,
E mostre, se eu beijar-lhe as brancas mãos,
O modo diplomático e orgulhoso
Que Ana de Áustria mostrava aos cortesãos.

E enfim prossiga altiva como a Fama,
Sem sorrisos, dramática, cortante;
Que eu procuro fundir na minha chama
Seu ermo coração, como um brilhante.

Mas cuidado, milady, não se afoite,
Que hão de acabar os bárbaros reais;
E os povos humilhados, pela noite,
Para a vingança aguçam os punhais.

E um dia, ó flor do Luxo, nas estradas,
Sob o cetim do Azul e as andorinhas,
Eu hei-de ver errar, alucinadas,
E arrastando farrapos - as rainhas!

Cesário Verde, in 'O Livro de Cesário Verde'



De Tarde
Naquele «pic-nic» de burguesas,
Houve uma coisa simplesmente bela,
E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.

Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão-de-bico
Um ramalhete rubro de papoulas.

Pouco depois, em cima duns penhascos,
Nós acampámos, inda o sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos,
E pão-de-ló molhado em malvasia.

Mas, todo púrpuro, a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas!

Cesário Verde (1855-1886)
O Livro de Cesário Verde